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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

FENPROF REJEITA PROPOSTA "QUASE HUMILHANTE"


O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF considerou, ontem, "lamentável" e "quase humilhante" a proposta do Ministério da Educação (ME) de revisão da estrutura da carreira docente, acusando a tutela de "brincar" com os docentes ao insistir na divisão em categorias.
"É lamentável a proposta e, diria até, quase humilhante para os professores", afirmou Mário Nogueira aos jornalistas, em Beja, após um plenário promovido pelo Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) e que juntou "mais de 350" docentes e educadores do distrito.
O ME apresentou, na segunda-feira, uma contraproposta às propostas dos sindicatos para a revisão da estrutura da carreira docente e que prevêem a eliminação da divisão entre professor e professor titular.
Na contraproposta, o ME propõe aos sindicatos a criação de um novo escalão na carreira ara os professores que não consigam aceder a titular.
"Fazer uma proposta como a que apresenta o ME, em que diz que só a divisão hierarquizada dos professores dá sentido à carreira é, de facto, brincar" com os docentes, lamentou o secretário-geral da FENPROF.
O ME "sabe" que "o fim da divisão dos professores em categorias", que "não tem nenhum sentido" e "está a criar dificuldade na organização e no funcionamento das escolas e conflitos entre os professores", foi uma das razões que levaram os docentes a querer que o Estatuto da Carreira fosse revisto, sublinhou.
"Esta divisão dos professores em categorias é rejeitada por todos" e "levou, já por duas vezes, mais de 100 mil pessoas à rua" e a greves com adesão "acima dos 90 por cento", vincou Mário Nogueira.
Segundo o sindicalista, o ME, ao apresentar a sua proposta de revisão da estrutura da carreira docente, "despejou um regador de gasolina" no "meio do incêndio" à volta da avaliação e está a pôr os seus interesses políticos "acima" do "bom funcionamento da escola".
"Neste momento", o "interesse político" do ME "é tentar esmagar os professores e eventualmente até apresentar a cabeça dos professores como prémio de caça", disse.
Mário Nogueira disse também que a FENPROF, do plenário de ontem, em Beja, "leva algumas notificações" que foram enviadas a professores "ameaçando-os" por "não terem entregado os objectivos individuais e, por isso, já ficariam sujeitos a não poderem ser avaliados e terem penalizações gravíssimas".
"Isto é completamente ilegal e iremos accionar mecanismos jurídicos e depois judiciais em relação a estas matérias", disse.
O secretário-geral da FENPROF disse ainda, em tom irónico, que a ministra da Educação, que "há dias" disse que a avaliação dos professores, "apesar desta ou aquela dificuldade, está a avançar com normalidade", "deve ter estado a apreciar o processo no Dubai ou num país desse tipo, assim muito longe".
Fonte: JM

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