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quinta-feira, 18 de março de 2010

GREVE SEM PERSPECTIVA NA FUNÇÃO PÚBLICA


Os sindicatos da função pública deixaram ontem o Ministério das Finanças, no final da penúltima ronda negocial, garantindo que "não houve resultados nenhuns" e reforçando a ideia de que o setor vai avançar para manifestações e greves.
Nas palavras da coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, "o governo não cede" perante as propostas apresentadas, tanto no que respeita às mudanças da tabela remuneratória, como no que se refere à Lei da Mobilidade Especial.
Ana Avoila disse não perceber porque é que o governo não aceita as propostas do sindicato e acusa o executivo de José Sócrates de estar a "penalizar" os trabalhadores, "retirando-lhes direitos, mas dando subsídios aos grandes".
"Estou a falar desses casos da REN, dos administradores da PT, dos lucros fabulosos que têm os bancos, dos perdões que se têm vindo a dar nos impostos às grandes empresas, de gastos na administração pública que não fazem sentido e o governo se quiser vai poupar dinheiro para dar aumentos salariais aos trabalhadores", frisou a dirigente sindical.
Ana Avoila garantiu que o sindicato estará sempre "ao lado dos trabalhadores" e que, por isso, podem contar com novas formas de luta.
"Podem contar os trabalhadores da administração pública e podem contar os trabalhadores do privado e toda a população em geral, que os sindicatos da administração pública estão cá para isso com manifestações, greves, com tudo o que for preciso", assegurou.
Opinião semelhante manifestou o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) que, apesar de garantir que vai "continuar a dialogar", admite que "as perspetivas não são famosas".
"Admitimos tudo porque as questões que estão em cima da mesa são de tal modo gravosas que os trabalhadores não podem deixar de dar uma resposta, não uma resposta só por resposta, mas uma resposta para que algo mude e para que algo mude nós temos de promover essa mudança", defendeu Bettencourt Picanço.Por parte da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos disse que "continua a haver um grande sentimento de desconfiança relativamente às atitudes do governo", que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) veio agravar."A situação que se vive é realmente uma situação explosiva na administração pública e a manifestação desse descontentamento vai acontecer brevemente por indicação das diferentes estruturas sindicais e de certeza que todas as formas de luta possíveis estão em cima da mesa e nada está descartado", adiantou o sindicalista.Nobre dos Santos acrescentou ainda que, no que diz respeito a aspetos "não decisivos" do futuro dos trabalhadores, como seja os concursos, "há condições para alguma aproximação".
O secretário de Estado da Administração Pública, por seu turno, admitiu que governo e os sindicatos têm "posições muito afastadas" e apelou ao consenso e ao diálogo em torno das questões relativas aos funcionários públicos.
Gonçalo Castilho dos Santos esclareceu que o Governo não parte para estas negociações com o objetivo de ter "um acordo a qualquer preço", mas na perspetiva de que seja possível melhorar propostas através da "troca de argumentos".
Fonte: JM

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