
Cerca de 30 trabalhadores vão para o desemprego, que se calcula poderem vir a ser mais. A medida de dispensa dos funcionários é, desta feita, da empresa de construção civil 'A. M. Mesquita - Construções Insulares, S.A.'.
Ontem à tarde, nos estaleiros da 'Mesquita Insular', que ficam no sítio do Palheiro Ferreiro, Camacha, eram mais de uma dezena que ainda aguardavam a ronda de conversações com os responsáveis da empresa, após uma espécie de convocatória informando do objectivo de os despedir.
Ao que pudemos apurar, pelo menos 30 funcionários de vários sectores da empresa (desde quadros qualificados aos que estão nas obras) foram notificados para ontem se apresentarem e lhes fosse explicada a razão e as condições da dispensa dos seus serviços.
Também sabemos que nenhum dos trabalhadores aceitou as condições propostas por dois advogados que o Grupo Mesquita deslocou do Porto à Madeira para as negociações. Entendem os trabalhadores que é um despedimento colectivo sem aviso prévio e, por esse motivo, as indemnizações propostas pela empresa são muito baixas. Hoje haverá novidades, já que os trabalhadores ficaram de pensar nos valores em cima da mesa.
Apurámos ainda que o número de trabalhadores despedidos deverá aumentar nos próximos meses, isto porque haverá uma segunda e terceira fases de despedimentos. A que começou agora, outra em Outubro e, por fim, em Dezembro. Ao todo (sem certezas) fala-se em cerca de 50 dispensados.
Fim das obras públicas
Ao DIÁRIO, o responsável da empresa na Madeira, o engenheiro Oliveira Martins, explicou as razões do que na gíria empresarial se denomina de "restruturação". Ainda sem ter o número certo de trabalhadores a dispensar, o responsável salienta que "vai depender de vários factores".
A empresa tinha no início do ano pouco mais de 100 trabalhadores ao serviço. "As empresas do nosso gabarito têm 20, 30 trabalhadores", exemplifica. "Foram pessoas contratadas naquele período de grandes obras públicas (2004) e em que tínhamos muito que fazer. Neste momento já não há".
Quanto às razões, "estamos com excesso de pessoal e, neste momento como se sabe e não é novidade para ninguém, o volume de obras públicas tem vindo a decrescer", lamenta. Face a esta diminuição, "não podemos estar a suportar os salários de todos os trabalhadores", reconhece. "Ou reestruturamos e temos assegurada a continuidade da empresa ou então será difícil. Vamos antecipar o termo do contrato à maior parte dos que entraram no período de 2004".
Dado que a facturação actual chegou a um nível extremamente baixo, adianta Oliveira Martins - em 2004 foi de 50 milhões de euros, este ano estão a fazer tudo para atingir os 20 milhões -, há mais do que evidentes razões para esta restruturação. "Estamos com uma carteira reduzida de obras, com reduções para menos de metade, em relação de 2004", conclui. "Se tivéssemos uma carteira totalmente assegurada, em termos de futuro, mantínhamos os trabalhadores. Assim, é impossível".
Grandes obras até 2004
Não é uma das maiores empresas regionais, mas tem no seu portfólio algumas obras de relevo entre 2003 e 2004. Exemplos: Complexo Balnear da Foz da Ribeira do Faial; Zona Balnear da Ribeira de São Jorge; Pavilhão do Vulcanismo e Jardins de Água de São Vicente; Parque de Estacionamento da Ribeira Brava; recinto de diversões aquáticas na Ribeira da Boaventura; e Parque Temático da Madeira. A 'Mesquita Insular' também mudou de nome há menos de nove meses - foi constituída com nova empresa a 18 de Dezembro de 2007, manteve o accionista Alberto Martins de Mesquita & Filhos, S.A. e alargou a sua acção aos Açores -, num sinal de que algo ia mudar.
Ontem à tarde, nos estaleiros da 'Mesquita Insular', que ficam no sítio do Palheiro Ferreiro, Camacha, eram mais de uma dezena que ainda aguardavam a ronda de conversações com os responsáveis da empresa, após uma espécie de convocatória informando do objectivo de os despedir.
Ao que pudemos apurar, pelo menos 30 funcionários de vários sectores da empresa (desde quadros qualificados aos que estão nas obras) foram notificados para ontem se apresentarem e lhes fosse explicada a razão e as condições da dispensa dos seus serviços.
Também sabemos que nenhum dos trabalhadores aceitou as condições propostas por dois advogados que o Grupo Mesquita deslocou do Porto à Madeira para as negociações. Entendem os trabalhadores que é um despedimento colectivo sem aviso prévio e, por esse motivo, as indemnizações propostas pela empresa são muito baixas. Hoje haverá novidades, já que os trabalhadores ficaram de pensar nos valores em cima da mesa.
Apurámos ainda que o número de trabalhadores despedidos deverá aumentar nos próximos meses, isto porque haverá uma segunda e terceira fases de despedimentos. A que começou agora, outra em Outubro e, por fim, em Dezembro. Ao todo (sem certezas) fala-se em cerca de 50 dispensados.
Fim das obras públicas
Ao DIÁRIO, o responsável da empresa na Madeira, o engenheiro Oliveira Martins, explicou as razões do que na gíria empresarial se denomina de "restruturação". Ainda sem ter o número certo de trabalhadores a dispensar, o responsável salienta que "vai depender de vários factores".
A empresa tinha no início do ano pouco mais de 100 trabalhadores ao serviço. "As empresas do nosso gabarito têm 20, 30 trabalhadores", exemplifica. "Foram pessoas contratadas naquele período de grandes obras públicas (2004) e em que tínhamos muito que fazer. Neste momento já não há".
Quanto às razões, "estamos com excesso de pessoal e, neste momento como se sabe e não é novidade para ninguém, o volume de obras públicas tem vindo a decrescer", lamenta. Face a esta diminuição, "não podemos estar a suportar os salários de todos os trabalhadores", reconhece. "Ou reestruturamos e temos assegurada a continuidade da empresa ou então será difícil. Vamos antecipar o termo do contrato à maior parte dos que entraram no período de 2004".
Dado que a facturação actual chegou a um nível extremamente baixo, adianta Oliveira Martins - em 2004 foi de 50 milhões de euros, este ano estão a fazer tudo para atingir os 20 milhões -, há mais do que evidentes razões para esta restruturação. "Estamos com uma carteira reduzida de obras, com reduções para menos de metade, em relação de 2004", conclui. "Se tivéssemos uma carteira totalmente assegurada, em termos de futuro, mantínhamos os trabalhadores. Assim, é impossível".
Grandes obras até 2004
Não é uma das maiores empresas regionais, mas tem no seu portfólio algumas obras de relevo entre 2003 e 2004. Exemplos: Complexo Balnear da Foz da Ribeira do Faial; Zona Balnear da Ribeira de São Jorge; Pavilhão do Vulcanismo e Jardins de Água de São Vicente; Parque de Estacionamento da Ribeira Brava; recinto de diversões aquáticas na Ribeira da Boaventura; e Parque Temático da Madeira. A 'Mesquita Insular' também mudou de nome há menos de nove meses - foi constituída com nova empresa a 18 de Dezembro de 2007, manteve o accionista Alberto Martins de Mesquita & Filhos, S.A. e alargou a sua acção aos Açores -, num sinal de que algo ia mudar.
Fonte: DN
















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