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segunda-feira, 23 de março de 2009

PEDIDOS DE SUBSÍDIOS CRESCEM


Em 2008, o Centro de Segurança Social da Madeira (CSSM) registou um aumento significativo de pedidos de subsídios de cooperação familiar. Enquanto, em 2007, 455 famílias eram ajudadas através deste apoio, no ano passado o número subiu para 605, o que equivale a um aumento na ordem dos 36%, no espaço de um ano, como explicou ao DIÁRIO a presidente do Conselho Directivo do CSSM, Bernardete Vieira.

Segundo a responsável, este apoio dirige-se "às famílias que ainda não estão em situação de se candidatarem ao Rendimento Social de Inserção (RSI)", apresentando rendimentos ligeiramente superiores às que têm de recorrer a esse suporte, definido como um último recurso, a última saída para quem se encontra já no limiar da pobreza. De um modo geral, recorrem ao subsídio de cooperação familiar as famílias que vivem do subsídio de desemprego e que perderam algum poder de compra, não conseguindo responder às despesas que surgem, associadas a compromissos como as rendas de casa.

Segundo Bernardete Vieira, a procura verificada no último ano relativamente a este tipo de apoio pode estar associada ao aumento do número de famílias monoparentais. "A Segurança Social tem tido um aumento do número destas famílias a pedir apoio porque não conseguem fazer frente aos compromissos e à perda de rendimentos", disse, explicando que estes panoramas são, normalmente, o resultado de divórcios ou da perda dos empregos.

"Em 2008 tivemos um aumento substancial dessas famílias a pedirem apoio à Segurança Social", frisou, referindo que, em 2007, 455 famílias eram acompanhadas pelas equipas do CSSM, enquanto, no ano a seguir, o número subiu para 605.

RSI 'em equilíbrio' na Região

A contrastar com os pedidos de apoio de subsídios de cooperação familiar, encontra-se o número de de famílias que, na Região, beneficiam do RSI. "Na Região, continuamos ainda a ter um decréscimo de famílias a beneficiar do RSI", sublinhou a presidente do Conselho Directivo do CSSM. Em Dezembro de 2007, 2681 famílias disponham deste apoio. No mesmo mês, mas referente ao ano transacto, os apoios desceram para 2544. Já em Fevereiro deste ano, o número de famílias auxiliadas era ainda mais baixo, fixando-se nas 2519.

Bernardete Vieira referiu que, na Região, o RSI está presente nas famílias sem rendimentos, ou com rendimentos, mas só com um elemento do agregado familiar a trabalhar. "Este grupo ainda representa aquela pobreza geracional, tradicional e, alguma delas, até disfuncional, e temos andado nesta situação há já alguns anos, porque as variações não são assim tão grandes", apontou.

O RSI pode ser definido como uma última saída para quem chegou ao limiar da pobreza extrema. "Nós ainda não chegámos a esta situação cá na Região, não temos aumentos de RSI", acrescentou, frisando que se vive uma "situação equilibrada" no que diz respeito a este apoio social. Contudo, Bernardete Vieira explicou que ainda faltam entrar as novas famílias para as contas do CSSM.

"Ainda não temos as novas famílias a entrar, ainda não chegaram a um patamar de falta de rendimentos", afirmou, reforçando não saber o que irá acontecer até ao final do ano. A responsável justifica esta posição com o facto de muitas pessoas poderem estar em vias de perder os subsídios de desemprego, ou o subsídio social de desemprego. Porém, espera que o 'motor' da economia não esmoreça mais, que acelere, de forma a que as famílias possam recuperar.

"As políticas activas de emprego estão a fazer com que as pessoas tenham ou criem alternativas de emprego, mas também espero bem que a economia comece a trabalhar, de forma a que as famílias não cheguem a este ponto", frisou, referindo-se ao continente, onde o número de novas famílias a recorrer ao RSI subiu de modo substancial nos primeiros meses deste ano.

Mais três mil novas famílias

Desde Janeiro deste ano, cerca de três mil famílias vieram aumentar o número de beneficiários do RSI, subsídio que já presta apoio a mais de 300 mil pessoas.

Em declarações divulgadas, na semana passada, pela comunicação social, o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, disse, no entanto, que esta evolução é normal, correspondendo ao aumento de beneficiários que tem sucedido de mês para mês.

Os últimos dados disponíveis apontam que o número de beneficiários activos a receber o RSI em Fevereiro era de 350 575, o que corresponde a cerca de 134 mil agregados familiares. Actualmente, o RSI apoia mais de 127 mil famílias portuguesas.
Fonte: DN

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