facebookrss feedemail Onde estamos Youtube

Conheça a rede de Polos de Emprego clicando AQUI

sexta-feira, 3 de abril de 2009

CERCA DE 70% ADERIU À GREVE


Os enfermeiros portugueses iniciaram ontem greve. Em causa está a insatisfação pela ausência de uma nova proposta reformuladado Ministério da Saúde de reestruturação da carreira destes profissionais, o impedimento do desenvolvimento de competências e a discriminação salarial face a outros licenciados da Administração Pública.
O presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), adiantou que, apesar de terem existido «alguns avanços» nas negociações com a tutela, não estão contemplados numa nova proposta do Ministério da Saúde. José Carlos Martins disse, a título de exemplo, que, durante as negociações com a ministra da Saúde, Ana Jorge, terá assumido que o actual diploma é aplicável aos actuais e futuros contratos individuais de trabalho. Mas, apesar deste "compromisso", explicou que o mesmo não está contemplado numa nova proposta.

Na Região, as consultas e cirurgias chegaram a ser adiadas nos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.

Também os enfermeiros na Madeira aderiram a esta greve. Durante a manhã, e segundo dados do Governo Regional, a adesão situou-se entre os 66% nos centros de saúde e de 77%. Já na parte da tarde, o presidente do sindicato dos Enfermeiros da Madeira uma adesão à greve de 72%.
O dirigente sindical realçou que no Hospital Central do Funchal 72% dos enfermeiros aderiram à paralisação, pelo que «a grande maioria das cirurgias programadas e actos cirúrgicos foram adiados». No serviço de consulta externa «muitas consultas e os cuidados de enfermagem foram reprogramados», adiantou Juan Carvalho.
No Hospital dos Marmeleiros, os três serviços de cirurgia estão a funcionar apenas com os serviços mínimos.
Nos centros de saúde, «a adesão é de 100 por cento”, garantiu o sindicalista, apontando os casos da Ribeira Brava, Gaula, Santa, Cruz, Caniçal, Ribeira da Janela, Estreito de Câmara de Lobos, Santo António e Faial.
A greve afectou ainda o Centro de Toxicodependência de S.Tiago, no Funchal, onde ficaram apenas garantidos os serviços mínimos, e o serviço de Luta Antituberculose.
De acordo com Juan Carvalho, «houve uma forte adesão de enfermeiros à greve». «Foi um valente cartão vermelho passado ao ministro da Saúde», destacou o sindicalista.
Por outro lado, a greve nos Açores registou uma adesão global de 78%, afectando principalmente os hospitais e centros de saúde no arquipélago, segundo o sindicato que convocou o protesto.

No continente, e no início da tarde, o Ministério da Saúde indicou que a adesão à greve dos enfermeiros era de 58,62%, menos do que os 75 a 95% apontados pelo SEP.

De acordo com dados da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde, dos 12.506 enfermeiros que estavam escalados, 7.331 aderiram à greve, o que representa uma percentagem de 58,62%.
Durante a manhã, o Hospital de Santa Maria, um dos maiores do País, teve três dos quatros blocos do serviço central de cirurgia encerrados devido à falta de enfermeiros. Também o bloco de cirurgia plástica daquela unidade hospitalar de Lisboa esteve encerrado. No Centro de Ambulatório de Santa Maria, onde funcionam as consultas externas do hospital, não houve enfermeiros em greve e o serviço funcionou normalmente.
O SEP equaciona já outros protestos, caso não exista uma resposta da tutela. Caso os enfermeiros avancem para novo protesto, adiantou que este deverá ter uma «cada vez maior gravidade», nomeadamente maior número de dias de greve.
Recorde-se que a última greve dos enfermeiros, por causa das carreiras, aconteceu ainda este ano, a 20 de Fevereiro, tendo a adesão sido de quase 60%, segundo o Governo, e de 65 a 100%, segundo o sindicato.
Fonte: JM

0 comentários:

Enviar um comentário

Follow us
Follow us
Follow us