
Os secretariados regionais do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) vão a votos durante este mês, mas já é certo que a actual responsável pelo secretariado da Madeira não vai recandidatar-se.
Ana Marques tem estado à frente do SIM-Madeira há já mais de uma década em vários mandatos consecutivos. Agora, diz ao DIÁRIO que o seu tempo à frente do SIM terminou e que é a altura certa para a "renovação". "Acho que devo sair e dar lugar a outras pessoas", não esquecendo a importância de estarem representadas no sindicato todas as faixas etárias e, sobretudo, os mais jovens.
O prazo para entrega de listas candidatas terminou ao final do dia de ontem. Para o secretariado da Madeira, o DIÁRIO apurou que deverá haver apenas uma lista candidata, mas a certeza só poderá ser dada ao longo do dia de hoje.
Sem tecer comentários sobre os possíveis sucessores, Ana Marques, que se manterá no SIM como membro do secretariado nacional, recorda que o sindicato existe "para defender os médicos". Porém, ressalva, além dos próprios profissionais, a entidade sindical deve também "olhar para quem se dirige a actividade", o que exige dos responsáveis do SIM "bom senso e capacidade de compatibilizar as situações". Acima de tudo, a ainda responsável admite que "se os médicos não se defenderem, ninguém os defende". Ana Marques diz que, em Portugal e na Europa, a classe médica é muito "maltratada", na tentativa de o trabalho médico cobrir a falta de planeamento dos políticos. Prova disso foi a tentativa, ao nível da União Europeia, de aumentar a carga horária semanal dos médicos para 60 horas, devido à falta de profissionais. Daí que, sublinhe, "é importante que os médicos se sindicalizem, que escolham o sindicato que quiserem mas que se sindicalizem, porque tudo o que será contratação, será contratação do sindicato e seus aderentes".
Falta um contrato de empresa
Embora faça um balanço positivo dos seus mandatos à frente do SIM-Madeira, Ana Marques admite uma "certa desilusão" e, acima de tudo, "alguma pena" por nestes anos não ter conseguido oficializar um contrato de empresa entre os médicos da Região e o Serviço de Saúde (SRS e actual SESARAM).
A responsável diz que há já vários anos que se fala e se negoceia num contrato de empresa que não se concretizou e na importância de oficializar uma situação que protegeria e fidelizaria os médicos ao Serviço de Saúde da Região. Os dirigentes nacionais do SIM, que sempre apoiaram o secretariado da Madeira, vieram mesmo à Região 15 vezes nos últimos anos para participar nas negociações do contrato. Infelizmente, ainda nada se concretizou.
De qualquer modo, diz ter havido serenidade nas discussões e um acordo de suplemento remuneratório que "tem sido útil" e que apesar dos críticos sublinha não se ter arrependido de o ter realizado. Afirmando que o salário médico médio em Portugal é metade de outros países da UE, Ana Marques acrescenta que na Região, o suplemento remuneratório negociado em 1997 foi uma mais-valia na captação de jovens médicos e na manutenção de outros, ao reduzir discrepâncias nacionais.
Mas, segundo a médica, ainda "há muito para fazer, planear e modificar, contemplando as necessidades de saúde das populações e defendendo os interesses dos médicos." E acrescenta: "O que se tinha discutido no contrato de empresa que não foi oficializado deverá sê-lo quanto antes, com as alterações que o passar do tempo vierem a revelar-se de interesse para ambas as partes".
Segundo explica, um contrato de empresa ajudaria a fixar os médicos no SESARAM, determinando as condições de trabalho, as tabelas salariais e as maneiras de estruturar o trabalho diário, porque, actualmente, o trabalho médico está a ser regido pelas leis da Função Pública. É por isso que diz não ter dúvidas numa matéria: "Vamos perder se não fizermos um contrato porque há médicos que vão embora, tendência esta que se verifica no país". E sobretudo porque também acredita que "para trabalho diferente, salário diferente".
Ana Marques tem estado à frente do SIM-Madeira há já mais de uma década em vários mandatos consecutivos. Agora, diz ao DIÁRIO que o seu tempo à frente do SIM terminou e que é a altura certa para a "renovação". "Acho que devo sair e dar lugar a outras pessoas", não esquecendo a importância de estarem representadas no sindicato todas as faixas etárias e, sobretudo, os mais jovens.
O prazo para entrega de listas candidatas terminou ao final do dia de ontem. Para o secretariado da Madeira, o DIÁRIO apurou que deverá haver apenas uma lista candidata, mas a certeza só poderá ser dada ao longo do dia de hoje.
Sem tecer comentários sobre os possíveis sucessores, Ana Marques, que se manterá no SIM como membro do secretariado nacional, recorda que o sindicato existe "para defender os médicos". Porém, ressalva, além dos próprios profissionais, a entidade sindical deve também "olhar para quem se dirige a actividade", o que exige dos responsáveis do SIM "bom senso e capacidade de compatibilizar as situações". Acima de tudo, a ainda responsável admite que "se os médicos não se defenderem, ninguém os defende". Ana Marques diz que, em Portugal e na Europa, a classe médica é muito "maltratada", na tentativa de o trabalho médico cobrir a falta de planeamento dos políticos. Prova disso foi a tentativa, ao nível da União Europeia, de aumentar a carga horária semanal dos médicos para 60 horas, devido à falta de profissionais. Daí que, sublinhe, "é importante que os médicos se sindicalizem, que escolham o sindicato que quiserem mas que se sindicalizem, porque tudo o que será contratação, será contratação do sindicato e seus aderentes".
Falta um contrato de empresa
Embora faça um balanço positivo dos seus mandatos à frente do SIM-Madeira, Ana Marques admite uma "certa desilusão" e, acima de tudo, "alguma pena" por nestes anos não ter conseguido oficializar um contrato de empresa entre os médicos da Região e o Serviço de Saúde (SRS e actual SESARAM).
A responsável diz que há já vários anos que se fala e se negoceia num contrato de empresa que não se concretizou e na importância de oficializar uma situação que protegeria e fidelizaria os médicos ao Serviço de Saúde da Região. Os dirigentes nacionais do SIM, que sempre apoiaram o secretariado da Madeira, vieram mesmo à Região 15 vezes nos últimos anos para participar nas negociações do contrato. Infelizmente, ainda nada se concretizou.
De qualquer modo, diz ter havido serenidade nas discussões e um acordo de suplemento remuneratório que "tem sido útil" e que apesar dos críticos sublinha não se ter arrependido de o ter realizado. Afirmando que o salário médico médio em Portugal é metade de outros países da UE, Ana Marques acrescenta que na Região, o suplemento remuneratório negociado em 1997 foi uma mais-valia na captação de jovens médicos e na manutenção de outros, ao reduzir discrepâncias nacionais.
Mas, segundo a médica, ainda "há muito para fazer, planear e modificar, contemplando as necessidades de saúde das populações e defendendo os interesses dos médicos." E acrescenta: "O que se tinha discutido no contrato de empresa que não foi oficializado deverá sê-lo quanto antes, com as alterações que o passar do tempo vierem a revelar-se de interesse para ambas as partes".
Segundo explica, um contrato de empresa ajudaria a fixar os médicos no SESARAM, determinando as condições de trabalho, as tabelas salariais e as maneiras de estruturar o trabalho diário, porque, actualmente, o trabalho médico está a ser regido pelas leis da Função Pública. É por isso que diz não ter dúvidas numa matéria: "Vamos perder se não fizermos um contrato porque há médicos que vão embora, tendência esta que se verifica no país". E sobretudo porque também acredita que "para trabalho diferente, salário diferente".
Fonte: DN
















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