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terça-feira, 5 de maio de 2009

PROFESSORES MANIFESTAM-SE CONTRA POLÍTICAS EDUCATIVAS


A Plataforma Sindical de Professores agendou ontem uma manifestação nacional para dia 30 e paralisações de dois tempos lectivos (90 minutos) para dia 26 para protestar contra as políticas educativas do Governo.

Em conferência de imprensa, o porta-voz da plataforma que reúne 11 sindicatos do sector revelou que das 1400 reuniões realizadas nas escolas nas duas semanas de consulta aos docentes, no final do mês passado, "destacou-se um clima de grande insatisfação e profunda indignação dos professores".

"Os professores e educadores portugueses mantêm um profundo desacordo face às políticas educativas do actual Governo, ao desrespeito que a equipa do Ministério continua a manifestar pelos professores e pela escola pública, e desejam uma mudança profunda do rumo dessas políticas, pretendendo deixar desde já um forte sinal nesse sentido também ao próximo Governo", afirmou Mário Nogueira.

Assim, os professores exigem "uma verdadeira revisão do Estatuto da Carreira Docente" que elimine a divisão da carreira em duas categorias (professor e professor titular), que revogue a prova de ingresso e que acabe com as quotas para a atribuição das classificações mais elevadas da avaliação de desempenho.

Proposta alternativa

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) vai elaborar uma proposta alternativa à do Governo para alargar o universo de professores dispensados de realizar uma prova para ingresso na profissão, anunciou hoje a estrutura sindical.

No final de mais uma reunião com o Ministério da Educação (ME) sobre o Estatuto da Carreira Docente (ECD), o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse ontem à Agência Lusa que em cima da mesa estiveram propostas do Governo relativas à prova de ingresso na profissão, cuja necessidade a FNE contesta.

"Achamos que os objectivos que se pretendem atingir não são possíveis com o tipo de prova que o ME propõe, uma prova de cruzinhas", disse Dias da Silva, salientando que este teste tem falta de "utilidade, consistência e credibilidade".

Este dirigente considera, também, que "o universo de dispensados da prova que o ME propõe é muito reduzido" e nem sequer "tem em consideração os professores que têm estado a dar resposta às necessidades do sistema.

Fonte: DN

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