Sérgio Marques considera que os jovens têm de apostar nas competências profissionais, pessoais e sociais e de ir à procura das oportunidades de trabalho em Portugal ou no estrangeiro, porque "os empregos seguros deixaram de existir".
"Acho que devemos ter a noção de que o emprego para toda a vida é uma coisa passada e os jovens têm de ter a consciência desta nova realidade, destas novas condições do funcionamento da economia num espaço global", transmitiu ontem o ex-eurodeputado madeirense. "Eu às vezes vejo determinados movimentos jovens a almejar aquilo que já é uma irrealidade, a almejar o emprego seguro", concretizou.
Sérgio Marques foi convidado pela delegação regional da Ordem dos Economistas para ser o orador da conferência 'Competências para Carreiras de Sucesso', sessão dirigida aos estudantes de Economia e de Gestão da Universidade da Madeira. Esta iniciativa surge integrada na Semana dos Novos Economistas que decorre em simultâneo noutros quatro institutos do ensino superior do país.
Falando das dificuldades em aceder ao mercado de trabalho por força da implementação das medidas previstas pela 'troika' e pela intervenção externa da União Europeia e do FMI, Sérgio Marques apelou à adaptabilidade, à flexibilidade e a capacidade de trabalhar em ambientes diferentes dos habituais e sujeitos a rápidas mutações.
O ex-eurodeputado do PSD-M criticou o actual mercado de trabalho por ser demasiado disfuncional. "O mercado de trabalho vai estar, de certa maneira, menos protegido para os que estão e mais aberto para aqueles que querem entrar, porque este é o grande problema", referiu aos jornalistas, à margem da conferência. "O mercado de trabalho é muito disfuncional, que protege quem está e desprotege quem quer entrar, que é a situação dos nosso jovens", explicou.
Porém, com a aplicação do programa de governo negociado com a 'troika' e das reformas laborais de flexibilização vão surgir novas oportunidades para os jovens, prevê.
Mas terão os jovens de emigar? "Vai depender das opções de cada um", respondeu. Sérgio Marques considera que a mobilidade é fundamental, tendo a liberdade de circulação de pessoas, além de outros factores de produção, merecido atenção da UE. "Esse factor tem de ser aproveitado" considera. "Tem de haver essa disponibilidade para ir buscar trabalho onde ele existir", completou.
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