
A Os sindicatos consideram que a diminuição do número de professores inscritos nos centros de emprego "não reflecte verdadeiramente" o desemprego docente, já que muitos podem estar a trabalhar em áreas não relacionadas com o ensino, entre outros motivos.
Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de professores incritos nos centros de emprego passou de 12.877 para 5.521 entre Dezembro de 2005 e Dezembro de 2008, o que representa uma diminuição de 57,1 por cento.
"O facto de ter diminuído o número de professores desempregados registados nos centros de emprego não significa necessariamente que estes docentes foram absorvidos pelo sistema educativo", afirmou à Lusa João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).
Para o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, os dados também "não reflectem verdadeiramente" o desemprego entre a classe, já que muitos jovens com formação para serem docentes acabam por aceitar empregos noutras áreas, quando não conseguem uma colocação, de forma a garantirem um salário.
"Encontramos muitas pessoas com formação para a docência a trabalhar em caixas de supermercado. Obviamente não podem estar inscritos nos centros de emprego e desaparecem das estatísticas do desemprego docente", sustenta o dirigente da FNE.
Estavam incritos em Dezembro de 2005 nos centros de emprego 9.148 docentes dos 2º e 3º ciclos dos ensinos Básico, Secundário e Superior, mas passados três anos o número caiu para 2.671, menos 70,8 por cento.
Para Mário Nogueira, o fim dos estágios remunerados pode ajudar a explicar a redução "significativa" neste grupo de docentes.
"Antes de 2006, esses estágios eram remunerados, contavam como tempo de serviço efectivo e os professores descontavam para a Segurança Social. Quando acabavam o estágio, se ficassem desempregados, milhares inscreviam-se no centro de emprego. Agora isso já não acontece", sublinha o dirigente da FENPROF.
O aumento do número de professores contratados, para substituir os lugares que vagaram com a reforma de alguns milhares, a diminuição da procura nas universidades pelos cursos de ensino e a "necessidade de sobreviver" que leva muitos jovens a aceitar um emprego "precário e mal pago" nas actividades de enriquecimento curricular, podem também contribuir para esta redução, segundo Mário Nogueira.
"O centro de emprego também não é necessariamente o melhor local para obter trabalho na área da educação. Cada vez mais os concursos e as vagas para leccionar estão na Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação. Por outro lado, há um menor número de alunos a sair das universidades porque sabem que esta profissão não conduz necessariamente a uma situação de emprego", explica João Dias da Silva.
Fonte: JM
Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de professores incritos nos centros de emprego passou de 12.877 para 5.521 entre Dezembro de 2005 e Dezembro de 2008, o que representa uma diminuição de 57,1 por cento.
"O facto de ter diminuído o número de professores desempregados registados nos centros de emprego não significa necessariamente que estes docentes foram absorvidos pelo sistema educativo", afirmou à Lusa João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE).
Para o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, os dados também "não reflectem verdadeiramente" o desemprego entre a classe, já que muitos jovens com formação para serem docentes acabam por aceitar empregos noutras áreas, quando não conseguem uma colocação, de forma a garantirem um salário.
"Encontramos muitas pessoas com formação para a docência a trabalhar em caixas de supermercado. Obviamente não podem estar inscritos nos centros de emprego e desaparecem das estatísticas do desemprego docente", sustenta o dirigente da FNE.
Estavam incritos em Dezembro de 2005 nos centros de emprego 9.148 docentes dos 2º e 3º ciclos dos ensinos Básico, Secundário e Superior, mas passados três anos o número caiu para 2.671, menos 70,8 por cento.
Para Mário Nogueira, o fim dos estágios remunerados pode ajudar a explicar a redução "significativa" neste grupo de docentes.
"Antes de 2006, esses estágios eram remunerados, contavam como tempo de serviço efectivo e os professores descontavam para a Segurança Social. Quando acabavam o estágio, se ficassem desempregados, milhares inscreviam-se no centro de emprego. Agora isso já não acontece", sublinha o dirigente da FENPROF.
O aumento do número de professores contratados, para substituir os lugares que vagaram com a reforma de alguns milhares, a diminuição da procura nas universidades pelos cursos de ensino e a "necessidade de sobreviver" que leva muitos jovens a aceitar um emprego "precário e mal pago" nas actividades de enriquecimento curricular, podem também contribuir para esta redução, segundo Mário Nogueira.
"O centro de emprego também não é necessariamente o melhor local para obter trabalho na área da educação. Cada vez mais os concursos e as vagas para leccionar estão na Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação. Por outro lado, há um menor número de alunos a sair das universidades porque sabem que esta profissão não conduz necessariamente a uma situação de emprego", explica João Dias da Silva.
Fonte: JM
















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